Muitas mulheres relatam sentir um incômodo imediato apenas ao pensar em dizer “não”. Surge o sentimento de culpa, medo de decepcionar alguém ou a sensação de estar sendo egoísta.
E acabam se tornando:
A mulher maravilha que dá conta de tudo e de todos casa, filhos, marido, e divertida, responsável, conciliadora
No trabalho a que todos procuram quando surge um problema, uma demanda extenuante, aquela que sempre diz sim para todos recorrem quando precisam de uma ajudinha.
A amiga que é intimada a participar de um happy hour mesmo estando exausta comparece com um sorriso no rosto mesmo desejando sua cama com sua serie conforto com todas as forças.
Aquela que independente do grau de intimidade e lembrada para resolver algo.
É desgastante, nem um pouco saudável, mas é esperado socialmente por trás dessa dificuldade, geralmente existe uma história de aprendizado emocional: desde cedo, muitas mulheres foram incentivadas a serem compreensivas, disponíveis, cuidadoras “boazinhas”.
Embora essas qualidades sejam importantes para ambos os sexos, quando levadas ao extremo podem gerar um padrão de repetição em que a pessoa passe a ocupar sempre o último lugar, que vão de negligências desde o autocuidado à realização de desejos em prol de outras pessoas.
O custo emocional de não estabelecer limites é extremamente limitante!
Quando os limites não são claros, é comum que a rotina se torne cada vez mais sobrecarregada. Compromissos se acumulam, responsabilidades aumentam e o espaço para descanso ou autocuidado diminui não é incomum que eles se que deixem de existir.
Sensação constante de esgotamento, irritabilidade, impaciência frequente, dificuldade em priorizar a própria vida, sensação de estar vivendo mais para os outros do que para si, são queixas frequentes. Curiosamente, essas sensações vêm acompanhadas da percepção que o reconhecimento obtido não tem a mesma proporção da doação integral. Vamos combinar isso não é por acaso!
Em sessão eu costumo exemplificar essa sensação com uma metáfora essa sensação “ponte” que todos atravessam, mas ninguém cuida ou Uma folha em branco” onde os outros escrevem seus próprios desejos! É assim que você se sente?
Se sim, aprender a dizer “não” sem culpa, estabelecer limites saudáveis não significa ser fria, egoísta ou distante. Significa apenas reconhecer que toda pessoa possui limites emocionais, pessoais, profissionais, físicos e de tempo.
Na psicoterapia, muitas mulheres descobrem que dizer “não” também envolve aprender a tolerar o desconforto inicial de não corresponder a todas as expectativas externas e principalmente as internas, reconhecer os próprios limites, comunicar-se de forma clara e respeitosa, reduzir a necessidade de justificativas excessivas.
Algo importante acontece: as relações tendem a se tornarem mais equilibradas e autênticas, além do seu auto cuidado as pessoas passam a te ver como alguém que também precisa ser cuidada, você não precisa ser uma ponte para as vontades alheias nem tão pouco uma folha predestinada a realizar desejos,
Limites saudáveis não vão afastar quem respeita você. Eles apenas revelam quem estava acostumado a tirar proveito deles.
Em relações onde o seu “NÃO” é um divisor de águas, não se demore tenha esse autocuidado, procure relações em que seus “NÃOS” sejam respeitados, acolhidos e compreendidos.
Dizer não é uma habilidade que pode ser aprendida, se faz sentido pra você eu posso te acompanhar durante esse processo.